Loading...


Conhecer a Polónia

06/04/2018

À BEIRA DO BÁLTICO, NO CORAÇÃO EUROPEU

 

A Polónia, um dos maiores países da Europa, com um vasto acesso ao mar Báltico, está situada no meio do continente europeu, na encruzilhada entre o Este e o Oeste. Durante séculos, a Polónia tem vindo a manter fortes ligações com a cultura da Europa Ocidental, ligações essas estabelecidas pelo seu primeiro rei, Mieszko I, que se converteu ao Cristianismo em 966 e ligou o país à civilização latina. Tanto a capital polaca como as suas maiores cidades são destinos de férias atraentes para todos os interessados na história e herança cultural de outros países, tendo à sua disposição convenientes meios de transporte aéreos, ferroviários, e rodoviários.

Apesar da colossal destruição sofrida durante a Segunda Guerra Mundial, a Polónia ainda tem vários monumentos e locais históricos de classe mundial. Na Lista da World Heritage Sites da UNESCO há dezanove locais ou monumentos polacos distribuídos por 13 categorias. Neles estão incluídos os centros históricos de Cracóvia, Varsóvia, Toruń, e Zamoś, bem como a mina de sal de Wieliczka, em funcionamento ininterruptamente há mais de 700 anos. Também o maior castelo medieval do mundo, construído em Malbork pelos Cavaleiros da Ordem Teutónica, o santuário religioso e local de peregrinação de Kalwaria Zebrzydowska com o seu complexo monástico Bernardino, o campo de concentração e morte de Auschwitz-Birkenau construído pelos nazis, duas igrejas Protestantes da Paz em Jawor e Świdnica, seis igrejas de madeira no sul da província de Małopolska, o Parque Panorâmico Germano-Polaco de Mużakowski em Łęknica, o modernista Salão Centenário (Hala Ludowa) - reforçado com betão em Wrocław - e o Parque Nacional de Bialowieża.

 

VARSÓVIA

 

A capital da Polónia é um ponto de encontro para políticos, economistas e artistas de todas as nacionalidades. Os 1,7 milhões de habitantes da cidade de Varsóvia são conhecidos pelo seu sentido de humor e tradições de trabalho árduo. Demoraram 15 anos, com a ajuda de toda a nação, a reconstruir a sua amada cidade, da qual 84% dos prédios tinham sido arrasados e demolidos durante a Segunda Guerra Mundial.

A pitoresca parte velha da cidade e a sua praça do Mercado, com casas cujos telhados são ornamentados com mansardas, atraem artistas e turistas. Aqui as adegas e os restaurantes elegantes estão constantemente atarefados, mas há sempre uma mesa vaga à espera de novos convidados. A catedral de S. João de Varsóvia é o Panteão Nacional e não muito longe dela encontra-se o Castelo Real, que foi a residência do último rei polaco. As casas mais elegantes de Varsóvia estão alinhadas ao longo da Via Real, que liga as três residências reais: o Castelo Real, o Palácio e Parque Łazienki, e o Palácio Wilanów. Entre os numerosos edifícios neoclássicos que se encontram no Parque Real Łazienki, o mais impressionante é o Palácio Sobre a Água, que se encontra numa ilha. Um ponto de interesse particularmente belo é o Monumento a Frederic Chopin. Junto a este monumento, todos os domingos durante o Verão, a música do compositor é tocada por reputados pianistas.

O Palácio Wilanów é um excelente exemplo do estilo Barroco na Polónia. Pertenceu ao rei Jan III Sobieski, conhecido e relembrado pela sua vitória sobre os Turcos na Batalha de Viena em 1683. Tal como muitas outras grandes cidades da Europa, Varsóvia oferece uma grande variedade de entretenimento: peças de teatro, cabarets, festivais de cinema, bem como concertos por famosos cantores de ópera, estrelas pop, e músicos clássicos. De cinco em cinco anos, tem lugar na Polónia um dos mais prestigiados eventos culturais do mundo, o Concurso Internacional de Piano de Chopin. Assim como o Festival Internacional de Música Contemporânea, o Outono de Varsóvia e o Festival de Mozart.

 

CRACÓVIA

 

Construída por várias gerações de artistas que viveram em diferentes épocas - Medieval, Renascentista, Barroca e Art Nouveau -  tendo sobrevivido com sorte aos sucessivos ataques da guerra, Cracóvia nunca deixa de atrair e maravilhar os muitos turistas que a visitam todos os anos. A cidade encanta-os com os seus monumentos históricos e obras de arte. Atrai multidões com os seus festivais e concertos, mas também com  a mágica atmosfera dos seus cafés e clubes de jazz. Olhando a cidade do alto, encontra-se o Monte Wawel, o coração da Polónia. O Castelo Real Renascentista contém uma colecção de inúmeros objectos de arte e tapeçarias lendárias. A Catedral de Wawel, onde os reis polacos eram coroados e enterrados, é também o Panteão Nacional, o local de enterro de muitos artistas eminentes e líderes nacionais. Não muito longe do Monte Wawel encontra-se o Kazimierz, um bairro que outrora foi habitado pela maior comunidade judaica da Europa. Hoje o Kazimierz é um local usado para concertos e exposições, todos relacionados com a comunidade judaica. O Kazimierz organiza um Festival de Cultura Judaica todos os anos, em que comparecem artistas de todo o mundo. Os muitos cafés exóticos e excêntricos do bairro nunca estão vazios. Num deles, servem-se pratos tradicionais judaicos em mesas cuja superfície são tampos de máquinas de costura Singer. A Praça do Mercado Principal - a maior sala de convívio ao ar livre da Europa - ocupa a parte central da Cidade Velha de Cracóvia.

Na maior parte dos dias podem aqui ouvir-se línguas de todo o mundo. O Hejnał de Cracóvia, o soar de um trompete a cada hora que passa, é tocado na torre da Igreja da Virgem Maria. Esta igreja Gótica, bastante austera no seu exterior, tem um interior ricamente ornamentado, centrado numa obra-prima do Gótico, o altar principal da igreja, em madeira talhada por Wit Stwosz. Mesmo no centro da Praça do Mercado está o Salão dos Tecidos (Sukiennice), o centro comercial mais antigo da Polónia. Aqui podem comprar-se souvenirs e peças de arte popular. No piso de cima pode visitar-se a Galeria da Pintura Polaca do Século XIX. A Praça do Mercado é frequentemente palco de vários desfiles e actuações. Na Véspera de Ano Novo milhares de pessoas acorrem a este local para dançar sob as estrelas e para se divertirem. Há uma grande variedade de cafés e restaurantes em torno da Praça do Mercado, cada um com o seu próprio estilo. Há vários teatros e galerias de arte, todos perto da Praça do Mercado. Certas adegas e caves no estilo Gótico criam um ambiente muito especial, muito popular como clubes de jazz e cabarets. Antes do Natal, a tradicional competição e exposição Szopka (Cenas da Natividade) é acolhida pela Praça Central. Esta tradição, conhecida como a Szopka de Cracóvia, data desde os tempos de São Francisco. Uma caminhada de apenas 5 minutos separa a Praça do Mercado do Collegium Maius, o edifício mais antigo da Universidade Jagiellona, que foi fundada em 1364. Tanto a Universidade como a Cidade Velha estão rodeadas por um parque verde, repleto de memoriais, estátuas, e esculturas, chamado o Planty, que ocupa o espaço que antes pertencia às antigas muralhas medievais da cidade. Os eventos anuais que têm lugar em Cracóvia são: o Festival de Música Beethoven, Festival de Curtas-Metragens, Festival de Teatro de Rua e o Festival Internacional de Música na Cidade Velha de Cracóvia. São todos altamente considerados internacionalmente e têm toda uma aura de estilo Cracoviano que os envolve. Mas o que será este “estilo Cracoviano”? Para o descobrir, visite o café Jama Michalika, conhecido pelas suas decorações Art Nouveau, ambiente parisiense, o aroma dos pequenos-almoços vienenses e as típicas conversas cracovianas sobre arte, poesia e mulheres.

 

WIELICZKA

 

A Natureza criou o sal-rocha e os cristais de sal. O Homem talhou-os em galerias, capelas, esculturas e candelabros, para formar esta brilhante obra de arte, ao nível das grandes criações feitas ao longo da história em todo o mundo. A Mina de Sal de Wieliczka também contém um excepcional e único museu de história da exploração mineira, com exemplos de instrumentos e equipamentos desde o século XIII ao século XX. Eis a mina de sal de Wieliczka, resumida:

- Idade: mais de 800 anos. 

 - Comprimento das galerias: mais de 300 quilómetros.

- Percurso turístico: mais de 2000 metros.

- O Homem e a Natureza criaram uma obra-prima. Visitantes: 700.000 por ano, de todos os continentes.

- Características únicas: Lagos subterrâneos, câmaras e poços, capelas e esculturas talhadas em sal-gema, passagens e pontes de madeira. Destaques: A Capela da Beata Kinga, Santa Padroeira dos mineiros, talhada à mão directamente a partir do sal sólido das paredes. Cidade Subterrânea: em vários níveis da mina e em profundidades entre os 60 e os 100 metros. A cidade tem um sanatório para repouso, um posto dos correios, um cinema, restaurante, loja de souvenirs e salas de concertos.

 

AUSCHWITZ

 

Localizado a cerca de 70 quilómetros de Cracóvia, foi o principal centro de extermínio da história, onde mais de um milhão de pessoas foram assassinadas.

Actualmente é possível visitar dois campos: Auschwitz I, o campo de concentração original, e Auschwitz II (Birkenau), construído posteriormente como campo de extermínio.

Auschwitz I

Construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões, Auschwitz foi o campo de concentração original e o centro administrativo do complexo construído posteriormente.

Os primeiros a chegar ao campo foram os prisioneiros políticos do exército polaco, mas não demoraram os membros da resistência, intelectuais, homossexuais, ciganos e judeus.

Depois de uma longa viagem, chegavam exaustos ao campo, onde, se não eram considerados aptos para trabalhar, seriam assassinados, e sendo aptos, trabalhavam praticamente até a morte.

Ao atravessarem a porta de entrada de Auschwitz I, os recém-chegados encontravam a enorme placa: “Arbeit macht frei” (O trabalho liberta), algo que fazia os prisioneiros pensarem que em algum momento conseguiriam sair do campo.

Além dos barracões onde os prisioneiros eram amontoados, o campo estava dividido em diferentes blocos, entre os quais se destacava o número 11, conhecido como “o bloco da morte”. Era o lugar onde eram aplicados os castigos, que consistiam em fechar os prisioneiros em celas minúsculas, nas quais morriam de fome ou eram executados.

Ao longo dos diferentes blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa colecção de objectos que foram roubados aos prisioneiros antes de serem assassinados. Botas, malas, óculos, panelas, etc. Inclusive cabelo, que era vendido para a fabricação de tecidos usados pelos nazis.

Auschwitz – Birkenau

O segundo campo - e o de maior tamanho - é o que a maior parte das pessoas conhece como Auschwitz. Foi construído em 1941 na região de Birkenau (a 3 quilómetros do campo principal) como parte do plano da Alemanha nazi conhecido como “Solução Final”, com vista a aniquilar a população judia.

O campo tinha uma extensão de 175 hectares e estava dividido em várias secções, delimitadas com arames e grades electrificadas.

Auschwitz – Birkenau não era propriamente um campo de trabalho,  tendo sido construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Para isso, foi equipado com cinco câmaras de gás e fornos crematórios, cada um deles com capacidade para 2.500 prisioneiros.

Depois de chegarem ao campo, nos vagões de carga de um comboio - após uma terrível viagem de vários dias, em que não recebiam água nem comida - os prisioneiros eram seleccionados. Alguns iam directamente para as câmaras de gás e outros eram enviados para campos de trabalho ou eram usados para a realização de experiências.

No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e das câmaras de gás que os nazis tentaram destruir antes de sua fuga.

 

Fontes:  Introdução, Varsóvia, Cracóvia e Wieliczka- texto extraído do site destino-polonia.pt (Embaixada da Polónia em Lisboa);

               Aushwitz – texto(adaptado) extraído do site www.tudosobrecracovia.com.

 



Download da Ficha

« Voltar